Antes de começar, uma coisa importante: errar é parte obrigatória do aprendizado. Esses erros existem porque o português mora na sua cabeça e tenta ajudar traduzindo tudo. O objetivo aqui não é ter vergonha deles, é conhecê-los pelo nome para corrigi-los de vez.
Depois de anos dando aula para brasileiros, estes são os 10 que mais aparecem.
1. "I have 25 years"
Em português a gente tem idade; em inglês a gente é a idade. O certo: "I am 25 years old" ou só "I'm 25". Esse é provavelmente o erro mais universal entre brasileiros.
2. "He have" / "She don't"
O famoso S da terceira pessoa. He, she e it pedem verbo com S no presente: "he has", "she doesn't", "it works". Erro pequeno, mas muito visível: aparece em quase toda frase que você fala.
3. "I am agree"
Em inglês, agree é verbo, não adjetivo. Não se "está de acordo", se "concorda": "I agree". Sem o "am". O mesmo vale para a negativa: "I don't agree" (ou "I disagree").
4. "Pretend" achando que é "pretender"
O falso cognato mais traiçoeiro. Pretend = fingir. Se você diz "I pretend to study English", está dizendo que finge estudar. O que você quer é "I intend to" ou "I plan to study English".
Outros falsos amigos que pegam todo mundo: push é empurrar (não puxar; puxar é pull), actually é "na verdade" (não "atualmente", que é currently), parents são os pais (parentes são relatives), e library é biblioteca (livraria é bookstore).
5. "I lost the bus"
Em português a gente perde o ônibus; em inglês, quem chega atrasado usa miss: "I missed the bus", "I missed the meeting", "I missed the flight". Lose é para o que some de você: "I lost my keys".
6. "Do you want that I help you?"
Tradução literal do "quer que eu te ajude?". Em inglês a estrutura é outra: "Do you want me to help you?". O padrão é want + pessoa + to + verbo: "she wants me to call", "I want you to know".
7. "Depend of" e outras preposições traduzidas
Preposição não se traduz, se aprende junto com o verbo. As que mais traem brasileiros: depend on (não "of"), married to (não "with"), listen to music (não "listen music"), arrive in/at (não "arrive to"), dream about/of (não "dream with").
8. "More better" e "more easy"
Adjetivos curtos formam comparativo com -er: better (que já é o comparativo de good), easier, bigger, faster. O "more" fica para adjetivos longos: more expensive, more interesting. "More better" dobra o comparativo e soa como "mais melhor".
9. "I know him since 2015"
Para algo que começou no passado e continua até hoje, o inglês exige present perfect: "I have known him since 2015", "I have worked here for three years". Usar o presente simples ("I know him since...") é uma das marcas mais fortes de tradução mental do português.
10. Pronúncia de palavras que parecem fáceis
Algumas campeãs de tropeço: comfortable tem 3 sílabas ("CÃMF-tə-bol", não "com-for-TA-ble"), vegetable também ("VEDJ-tə-bol"), clothes soa quase como "close", e o TH de think não é F nem T: é a língua entre os dentes. Recipe se fala "RÉ-si-pi". Quando estiver em dúvida, ouça a palavra num dicionário com áudio antes de fixar a pronúncia errada.
Como corrigir esses erros de verdade
Ler esta lista ajuda por uma semana. O que corrige em definitivo é outra coisa:
- Use, erre e seja corrigido na hora. Correção imediata em contexto real fixa mais que qualquer explicação teórica.
- Anote os SEUS erros. Cada pessoa tem seus 5 ou 6 erros de estimação. Identificá-los e caçá-los um por um é mais eficiente que revisar toda a gramática.
- Não deixe o erro envelhecer. Erro repetido por anos vira hábito automático, e hábito é muito mais difícil de desfazer que de prevenir.
É exatamente esse o papel da aula individual: eu percebo os seus padrões de erro (que você não percebe sozinho) e a gente os elimina de forma dirigida, sem constrangimento e sem julgamento.
Quer descobrir quais são os SEUS erros de estimação?
Na aula diagnóstica gratuita, identifico seus padrões de erro e te mostro como eliminá-los.
Agendar aula diagnóstica →